Espetáculo ÉDIPO REI

Os discentes do 1º ano letivo do Curso Técnico em Teatro e dos 1º e 2º anos dos Cursos Técnicos de Figurino e Cenografia da Escola de Teatro e Dança (ETDUFPA) do Instituto de Ciências da Arte (ICA) da Universidade Federal do Pará (UFPA), com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Pará, por meio do Sistema Integrado de Museus e do Museu do Estado Pará, apresentarão no período de 06 a 08 de maio/16, no Museu do Estado do Pará, o espetáculo do final do ano letivo de 2015, Édipo Rei, dirigido pelos professores Denis Bezerra, Karine Jansen, Renan Delmontt.


O espetáculo tem como ponto de partida a tragédia grega de Sófocles, Édipo Rei, e mergulha nesse texto de referência para a cultura ocidental. O trabalho final dos alunos dos cursos técnicos da ETDUFPA desse ano parte da vontade de encenar a história de Édipo, mito de uma importância significativa para o período helenístico e para todos os movimentos posteriores que se debruçaram sobre a questão do trágico e os temas exposto na obra.
Édipo, filho de Laio e Jocasta, vem cumprir um destino que não é seu. Seu pai, quando jovem, nutria uma paixão por Crísipo, filho de Pêlops, fato que teria inaugurado, segundo algumas histórias gregas, os amores homossexuais. Laio raptou Crísipo e, por consequência, foi amaldiçoado por Pêlops, com o castigo de morrer sem deixar descendentes.
Após esse fato, Laio casou-se com Jocasta, irmã de Creonte, e tornou-se rei de Tebas. Apesar do oráculo ter anunciado o castigo, o casal real tebano teve um filho. Com o objetivo de fugir à predição oracular, Laio mandou Jocasta dar o recém-nascido, após ter perfurado seus pés, a um dos pastores de seus rebanhos, para matá-lo. No entanto, o menino é levado aos reis de Corinto, que não podiam ter filhos.


A tragédia sofocliana aborda a parte do mito no qual Édipo já é rei, está casado com Jocasta. Os personagens buscam descobrir o assassino de Laio, morto em uma encruzilhada por um desconhecido (Édipo), que logo depois de ter revelado o segredo da Esfinge e tornou-se o novo líder de Tebas.
Movido pelo desejo de descobrir o assassino do antigo rei de Tebas, motivo gerador das pragas que assolam o lugar, segundo a profecia do deus Apolo, Édipo interroga a todos e busca respostas. A tragédia gira em torno da concretização do destino do rei Laio e nos conduz a reflexões sobre questões humanas que perpassaram gerações e chega até nós, pessoas do século XXI. Poder, destino e morte atravessam a obra.
Os cidadãos tebanos buscam respostas para os problemas da cidade. Édipo, líder do local, enfrenta os desafios dados a um rei: a resolução das mazelas de seu povo. Nesse jogo, ele passa a duvidar de seu cunhado Creonte, pensando que ele seria o articulador do contexto de seu país. Jocasta surge como uma personagem que tenta conciliar os conflitos familiares e ao mesmo tempo fortalecer seu esposo, que passa por grandes provações.
Entre os conflitos ocorridos no interior do palácio e os problemas sociais de Tebas, surge a voz do Coro, que interliga os fatos e narra, de maneira a esclarecer e ao mesmo tempo de predestinar os acontecimentos tebanos. A história desenrola-se em torno do desejo de descobrir quem é o responsável pelo desequilíbrio do país. Aos poucos, a tragédia sofocliana conduz-se para o universo trágico do destino da família de Laio e os sentimentos de poder, punição e revelações desenrolam-se.
Dessa maneira, a Escola de Teatro e Dança da UFPA, com o apoio Museu do Estado do Pará/MEP, oferece à sociedade local a realização de uma obra de referência para a cultura teatral, e liga-se à tradição dos textos clássicos em conexão com princípios de processos poéticos de nosso tempo.



Programação:
Apresentações: 06 a 08/05/2016.
Horário: duas sessões: 18h e às 19h30.
Local: Museu do Estado do Pará
Entrada Franca.
O Museu do Estado do Pará, fica localizado na Rua Dona Tomázia Perdigão - Cidade Velha, Belém – PA ( Em frente à praça Dom Pedro II ).

Equipe:

Atuação: alunos do 1º ano do Curso Técnico em Teatro: Alana Lima, Anderson Monteiro, Bárbara Monteiro, Cynthia Pampolha, Dayci Oliveira, Dél Ventura, Eliane Flexa, Elizabeth Moura, Felipe Almeida, Jam Bil, João Melo, Lennon Bendelak, Lucas Borsoi, Marcos Bahia, Noah de Moraes, Paulo César Jr., Paulo Jaime, Rafella Cândido, Rhero Lopes, Siane Morais, Silva Ferreira.
Direção/encenação: Denis Bezerra, Karine Jansen, Renan Delmontt.
Figurino: Marcelle Engelke, Alessandra Marques, Ana Luz, Christie Monteiro, Fernando Gomes, Jean Negrão, Lúcia Almeida, Mayla Serrão, Nazaré Galvão, Rita Costa.

Coordenação de Figurino: Ézia Neves.
Cenografia:
Turma do 1º ano de cenografia (atelier): Álvaro Viríssimo, Márcio Maia, Everson Costa, Fernando Braga, Francelino Mesquita, Hildo Almeida, Juliana Bentes, Kellen Melo, Laís França, Luan Coelho, Márcio Marques, Maxwell Carvalho.

Equipe criação 2º ano: Ana Juliana Oliveira, Giovane Barbosa, Leandro Trindade, Yan Almeida.
Coordenação de Cenografia: Adriana Cruz.
Direção Musical: Diego Vattos.
Preparação Vocal: Lúcia Uchôa.
Arte Gráfica: Raphael Andrade.

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